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Rita Nabeiro, diretora-geral da Adega Mayor

Tem o apelido do rei do café nacional mas é do vinho que faz o negócio Nabeiro. É desde 2006 que Rita Nabeiro tem procurado fazer jus ao nome Adega Mayor. E tem conseguido. Confira…





Rita Nabeiro herdou o sentido empreendedor do avô, Rui Nabeiro, fundador da Delta Cafés, e apurou o sentido estético no curso de Design de Comunicação. A estes ingredientes juntou a resiliência e a paixão pelo que faz e, depois de passar por uma agência de comunicação e publicidade em Itália e pela agência Brand New, em Portugal, deixou-se levar por um apelo maior de se aliar ao negócio de família. Afirmou-se no marketing e juntou­‑se ao Grupo Nabeiro em 2006, não no café, mas no vinho. Desenhou a marca de vinhos do grupo, Adega Mayor, a primeira adega de autor no nosso país arquitetada por Álvaro Siza Vieira e inaugurada em 2007. Desde então que a empresa administrada por Rita Nabeiro tem vindo a demarcar-se no mercado dos vinhos, cá dentro e lá fora. Dos 150 hectares de vinhas distribuídas pela Herdade da Godinha, a Herdade das Argamassas e o Monte da Pina saem, todos os anos, 600 mil garrafas, sendo exportadas 30%. “Vinhos elegantes, subtis e frescos, com design diferente e inovador”, salienta Rita Nabeiro lembrando que o vinho 7TM (sete) foi a primeira edição especial da Adega Mayor e marcou o ponto da transição na sua carreira, quando assumiu a função de diretora-geral da empresa.

“Ninguém alcança o sucesso se não trabalhar em equipa e é por essa razão que, em conjunto, conseguiremos chegar mais longe”

O objetivo maior que delineou para a Adega Mayor é fazer desta “uma marca de referência no setor vinícola ao nível nacional e internacional, contribuindo de forma positiva para a notoriedade dos vinhos portugueses no mundo”, afirma. E nesse sentido, em 2010, pôs a arte ao serviço do vinho tornando a Adega Mayor a primeira marca portuguesa de vinhos a ser convidada para marcar presença na exposição How Wine Became Modern do San Francisco Museum of Modern Art. No ano seguinte, organizou as conferências Wine Talks & Arts, que “ajudaram a promover e a explorar a relação entre o vinho e a arte”, explica. Rita Nabeiro também se juntou ao Grupo Portugal Wine Ladies, que junta 12 mulheres com ligação ao universo vínico, para potenciar a divulgação dos seus vinhos e, ao mesmo tempo, contribuir para a promoção dos vinhos portugueses nos mercados internacionais. “Ninguém alcança o sucesso se não trabalhar em equipa e é por essa razão que, em conjunto, conseguiremos chegar mais longe”, justifica.

Mais do que o néctar dos deuses, Rita Nabeiro diz que gosta de pensar que, “para nossa sorte, o vinho é um néctar dos homens e que por isso devemos tentar sempre que possível, beber bons vinhos”. Fernando Pessoa dizia: “Boa é a vida, mas melhor é o vinho.” Rita Nabeiro subscreve e acrescenta: “Tinto, branco e rosé, em boa companhia.”



À lupa...

O que é que Rita Nabeiro faz questão de levar na carteira quando está…

Em serviço / on duty?
O telefone, um bloco de notas, várias canetas e o meu computador.

E fora de serviço / off duty?
A máquina fotográfica, um bloco de notas, várias canetas e um bom livro.

O que a inspira?
Inspiram-me as pequenas coisas do dia a dia, um passeio na vinha da Adega Mayor. Inspiram-me as viagens, as pessoas genuínas, as que lutam pelos seus sonhos e/ou pelo bem-estar dos outros. Inspira-me um bom livro, uma boa música e o exemplo vivo de homens como o meu avô, Rui Nabeiro.

Para si, o que significa ser feliz, estar em paz e ter sucesso?
Significa fazer o que se gosta, com quem se gosta, sabendo valorizar cada momento e ter sempre um sorriso perante as adversidades.