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Fim de semana

48 horas em... Évora

Sugestões para visitar a cidade­‑museu de Évora, onde se respira o famoso espírito do “à boa moda alentejana” e onde a tradição casa bem com a modernidade e com uma magia única. Imperdível!



“Évora é um estado de espírito”, dizia José Saramago. A pouco mais de uma hora de Lisboa, a cidade convida a uma visita sem pressas, “à boa moda alentejana”, sozinho, em família, ou num fim de semana romântico. Uma cidade intensa, imponente e cheia de simbolismo.

Évora deve o seu nome original (Ebora) aos Celtas e já viveu várias vidas. Foi romana até ao século V, visigoda durante os dois séculos seguintes, árabe e, finalmente, portuguesa, desde 1165. De todas estas épocas ficaram traços, que vão do templo romano de Diana, aos palácios e às igrejas da época de ouro quinhentista portuguesa, passando pelas arcadas árabes da Praça do Giraldo.

É dentro das muralhas medievais da Cidade Velha que encontramos os monumentos mais emblemáticos, como a majestosa catedral gótica e a Igreja dos Lóios. A Capela dos Ossos, que faz parte da Igreja Real de São Francisco, chama a atenção pelo nome e pelas paredes e pilares forrados com milhares de ossos e caveiras humanas.

Em Évora parece que o tempo estica. É o lugar ideal para se demorar numa visita pelo labirinto de ruelas e descobrir lugares com nomes pitorescos, como a Travessa do Pão Bolorento ou a Rua do Imaginário. Aqui, onde habitam casas caiadas e pátios forrados de azulejos e ruas calcetadas medievais, veem-se amplas arcadas em praças pitorescas, polvilhadas por lojas de artesanato e boutiques.

São vários os museus e pontos de interesse cultural. Exemplos disso são o Teatro Garcia de Resende e o Conservatório Regional de Évora, Eborae Música, que realiza muitos espetáculos de música clássica. No Museu de Évora há uma exposição permanente que reúne coleções de arqueologia, de arte e o espólio dos conventos de Évora, e apresenta também exposições temporárias sobre diversos temas. Também merecem visita o Museu de Arte Sacra da Sé de Évora, o Centro de Artes Tradicionais (antigo Museu do Artesanato), o Museu de Carruagens. Outro local de visita obrigatória é o Fórum da Fundação Eugénio de Almeida.







Comer e beber “à alentejana”

A gastronomia e os vinhos são um dos ex-líbris da cidade, que é das mais ricas de Portugal. A oferta é vasta e é fácil descobrir um restaurante (ver caixa *onde comer) para provar as iguarias locais, como o ensopado de borrego, a açorda, o gaspacho, as migas, a sargalheta, a cabeça de xara ou os pezinhos de porco, condimentados com os sabores locais dos coentros, da hortelã, dos poejos e orégãos, do azeite, alho, cebola e louro. Para sobremesa, há as queijadas, as filhós enroladas, o bolo de mel, os queijinhos do céu de Mora, os pastéis de toucinho de Arraiolos, o pão de rala, a sericaia e outros doces de ovos, amêndoa e chila.

O sortido de bons vinhos é rico e inclui nomes de peso como o Pêra Manca, Cartuxa e Monte dos Pinheiros, provenientes da Adega da Cartuxa. Entre janeiro e abril, a Rota de Sabores Tradicionais tem como palco restaurantes, pastelarias e lojas gourmet.

A animação da cidade deve-se em grande parte aos estudantes da Universidade de Évora, situada no antigo Colégio do Espírito Santo. Nos cafés e nas esplanadas misturam-se estudantes, visitantes e habitantes locais. A oferta de bares, discotecas e locais de animação é variada, e quando cai a noite, as ruas iluminam-se e os spots vibram animados ao som da música.

Onde beber bom vinho?

Onde comer “à alentejana”?





Mais locais a visitar





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O Templo de Diana é o mais emblemático vestígio da ocupação romana da cidade. Classificado como Património Mundial pela UNESCO, foi construído em homenagem ao Imperador Augusto, no séc. I. A Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida por Catedral ou Sé de Évora, começou a ser construída em 1186, foi consagrada em 1204, mas só ficou concluída em 1250. No ponto mais alto da região, junto ao Guadiana, o castelo de Monsaraz desempenhou durante séculos o papel de posto de vigia do Guadiana, de onde se podia observar a fronteira com Castela. Foi conquistada aos Mouros, em 1167, por Geraldo “Sem Pavor”. A Praça do Giraldo é o coração e a sala de visitas de Évora. Diz-se até que todas as ruas da cidade lá vão dar. Batizada em homenagem a Geraldo Geraldes, o Sem Pavor, que conquistou Évora aos mouros, em 1167, está decorada com um elegante chafariz. Situada na Praça de Giraldo, a Igreja de Santo Antão foi mandada construir em 1557 pelo cardeal D. Henrique, que era também o arcebispo de Évora, no lugar onde se erguia a medieval Ermida de Santo Antoninho. Outrora conhecido como Paço Real de São Francisco, o Palácio de D. Manuel foi mandado construir em 1619 por D. Afonso V, que desejava ter na cidade um paço real fora do castelo. Foi habitado por vários monarcas portugueses, entre os quais D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião. O Cromeleque dos Almendres está situado a 12 km de Évora e é o centro de um dos maiores conjuntos de menires da Península Ibérica e um dos mais importantes da Europa. Era constituído por mais de uma centena de monólitos.



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