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City Break

Edimburgo, passado continua presente

O filme Braveheart tem tudo a ver com um nacionalismo escocês latente em Edimburgo, uma cidade onde o passado e o presente vivem lado a lado...



A Escócia é uma terra agreste feita de paisagens arrebatadoras. O seu passado guerreiro deixou marcas e tradições que ainda têm peso. Os castelos dominam a paisagem como velhas sentinelas de um povo que sempre cultivou a sua identidade regional e sobretudo as marcas familiares dos clãs que sobreviveram aos ditames da vida moderna. Os homens assumem o orgulho nos kilts (uma saia masculina) cujos padrões identificam cada clã, e a sonoridade da gaita de foles é como um hino de um país que não o é. Os escoceses assumem uma tradição de individualismo, mas todos reconhecem Edimburgo como a sua capital. A cidade não esquece o passado, mas aposta no presente. É hospitaleira, no entanto é fundamental cumprir uma regra básica: nunca chame inglês a um escocês!...

Dia 1

10h00 – 13h00

A visita deve começar no castelo que domina a paisagem. É um local que oferece a melhor visão sobre a cidade. A fortaleza evoluiu ao longo dos anos, mas a St. Margaret’s Chapel remete-nos para o século XII. Quem olha a cidade percebe que Edimburgo mudou muito nos últimos anos. Manteve o seu carácter, preservando a tradição na sua zona histórica, mas, ao mesmo tempo, assumiu uma característica cosmopolita traduzida num desafogo económico que passa pelos rendimentos do petróleo oriundo do mar do Norte.

Da velha fortificação parte a Royal Mile, um percurso que segue pela encosta até Holyroodhouse, onde viveu Maria Stuart, a rainha dos escoceses no século XVI. O passado da Escócia passa por aqui, numa guerra em que, além do conflito regional, houve uma luta de poder religioso, que os escoceses perderam. As zonas comerciais estão perto, seja a Princess Street ou o Grassmarket. Por aí não faltam locais para encontrar um bom sítio para almoçar.



14h00 – 18h00

Pela tarde vale a pena passar pelo National Museum of Scotland (Chambers Street; www.nms.ac.uk), um espaço notável em termos arquitetónicos, que recorda a história da Escócia.

Perto, a Dean Gallery (73 Belford Road, 73 - 0131 624 6200; www.nationalgalleries.org) é uma elegia à arte contemporânea.



Onde Comer

  • Cafe Royal

    É possível beber um copo num dos bares mais reputados da cidade ou até almoçar ou jantar em grande estilo no restaurante Oyster Bar, na porta ao lado.

    19 W Register Street
    Edinburgh EH2 2AA

    caferoyaledinburgh.co.uk

  • Oloroso

    Escondido num bloco de escritórios surge um dos mais renomados restaurantes da cidade em que a cozinha é liderada por Tony Singh, que foi chef no Royal Yacht Britannia, no qual servia a família real.

    33 Castle Street
    Edinburgh EH2 3DN

    tonysingh.co.uk

  • Sygn

    Um restaurante/bar moderno que se afirmou no East End de Edimburgo. Hambúrgueres criativos e kebab de peixe são algumas propostas.

    15 Charlotte Lane
    Edinburgh EH2 4QZ

    sygn.co.uk

  • Martin Wishart

    É uma proposta requintada no primeiro restaurante da cidade a surgir na galáxia das estrelas Michelin. O chef Martin Wishart propõe uma cozinha contemporânea, com influência na tradição escocesa.

    54 The Shore, Edinburgh EH6 6RA

    martin-wishart.co.uk



Dia 2

10h00 – 13h00

Edimburgo é uma cidade onde apetece passear sem destino entre ruas estreitas de pequenas casas acanhadas e outras largas em que há espaço para mansões. Ruas e vielas são sinais de passado e futuro, mas vale a pela seguir as indicações para Picardy Place. Pode não ser um local muito diferente no cenário da cidade, mas a estátua de Sherlock Holmes recorda que foi por ali que nasceu Arthur Conan Doyle, o autor da saga. Mais discreto, mas muito mais importante a nível civilizacional, Alexander Graham Bell, o inventor do telefone, também nasceu por ali.



Pela tarde

Para almoçar de acordo com os preceitos locais, o restaurante Amber (www.amber-restaurant.co.uk), inserido no Scotch Whisky Heritage Centre (www.scotchwhiskyexperience.co.uk), pode ser visto como um aperitivo para uma visita à destilaria e à mostra que recupera 300 anos de história da bebida nacional escocesa. Outra opção passa por entrar no Pub Greyfriars Bobby (www.nicholsonspubs.co.uk), onde pode saborear um puro malte escocês ou recolher as informações necessárias para partir à descoberta da Rota do Whisky. Mas atenção: há mais do que muitas destilarias pelo caminho. Umas grandes, outras pequenas e algumas tão minúsculas que são ainda mais interessantes. É uma viagem em que é necessário dar tempo ao tempo, mas que pode encher os sentidos com a visão de paisagens magníficas, o cheiro da terra molhada ou da turfa pré-histórica, os sabores da cozinha regional, a sonoridade do silêncio e o tacto com a natureza.



Festas Natalícias

Edimburgo tem tradição nas festividades natalícias. De 6 de novembro até à primeira semana de janeiro, o centro da cidade acolhe uma roda gigante, carrosséis e uma pista de patinagem no gelo.

Paralelamente a cidade acolhe uma feira ao estilo tradicional alemão, uma tradição muito comum aos países da Europa Central. “Barraquinhas” vendem artesanato, vinho quente ou churrascos, chocolate, crepes e, obviamente, muita cerveja.




Fotogaleria

Monumento a Dugald Stewart em Calton Hill.
Vista de Edimburgo desde Calton Hill.
Paisagem de Edimburgo a partir da Georgian New Town até à cidade velha medieval.
Início de fim de noite junto ao Castelo de Edimburgo.
Edimburgo é a segunda maior cidade da Escócia e a capital do país.
Mercado de Natal e recinto de feira no Princes Street Gardens.
Victoria Street.
O National Museum of Scotland.
A Dean Gallery.
Castelo de Edimburgo.



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