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Faro, o outro Algarve Faro, o outro Algarve

Fim-de-semana

Faro, o outro Algarve

Das serras algarvias até Sagres, o Algarve tem tesouros naturais e um património ainda por explorar. Preparámos um roteiro alternativo ao tradicional sol e praia e revelamos Faro, um dos segredos do Algarve desconhecido que pode, e deve, ser visitado em qualquer altura do ano.

A capital algarvia está geralmente associada no imaginário dos portugueses a praias e a verão. A cidade oferece muito mais do que bom tempo, praias de qualidade e uma natureza de beleza ímpar. Neste artigo mostramos-lhe outro Algarve, outra cidade de Faro, que vivem e proporcionam alternativas de lazer além do período do verão. Faro e a Ria Formosa podem ser visitados ao longo de todo o ano. Há bons motivos para o fazer, fica mais económico e não encontra as habituais enchentes e a azáfama do período compreendido entre junho e setembro.

Localizada no sotavento, a capital do Algarve deve aos romanos a sua fundação. Ossonoba foi uma das cidades mais importantes da região durante o período romano. No período visigótico, Ossonoba foi sede de bispado, mantendo grande importância durante o domínio árabe. Nos dias de hoje, Faro é a capital administrativa da região, onde ficam localizados o aeroporto e a universidade. Este vídeo mostra a beleza das paisagens da região. É um convite que apela a esperar pelo verão para desfrutar dos seus encantos.

Vila Adentro

O Arco da Vila dá acesso à parte velha da cidade, conhecida como Vila Adentro. No seu interior encontra-se a porta árabe do século XI, o arco em ferradura mais antigo do País, ou seja, a entrada nas muralhas para quem chegava por mar. Dali parte um emaranhado de ruas com cantos e recantos. Muitos dos achados arqueológicos que testemunham a história da cidade podem ser vistos no Museu Municipal de Faro, instalado no Convento de Nossa Senhora da Assunção do século XVI.

No Largo da Sé dominado pelos edifícios do Paço Episcopal ergue-se a Catedral cuja construção remonta a 1251, após a reconquista cristã. No local, existia outrora uma mesquita. No seu interior, está um dos mais notáveis conjuntos dos séculos XVII e XVIII do Algarve. A mesma época está também representada na Igreja de São Francisco através de uma belíssima talha dourada e azulejos. Próximas estão as duas torres albarrãs que protegiam o Arco do Repouso. Reza a História que foi aqui que descansou o Rei D. Afonso III durante a conquista de Faro.

Fora do perímetro das muralhas

Aqui há uma outra cidade. Foi renovada após o terramoto de 1755 por uma nobreza e burguesia ricas, que se reveem nos palácios ou no romântico Teatro Lethes, um dos importantes símbolos culturais da cidade. Fica no antigo Colégio da Companhia de Jesus e foi comprado por uma família ilustre de Faro após a extinção das ordens religiosas. O edifício foi adaptado para teatro e abriu portas em 1845. É um exemplo da arquitetura romântica e tem bastantes semelhanças com o Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Também o mais recente Teatro das Figuras complementa a oferta artística da cidade.
Destacam-se ainda a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e a Igreja de São Pedro, com decoração ao gosto barroco e rococó.
Pavimentada com calçada portuguesa, a Rua de Santo António é exclusiva para peões e o eixo da zona mais movimentada com muitas lojas e restaurantes. Foi aqui que no século XIX se estabeleceu uma influente comunidade de judeus, cuja presença se testemunha na sinagoga e no museu existentes no Centro Histórico Judaico.

No Jardim Manuel Bívar, vale a pena descansar numa das esplanadas junto à ria. E se for horas da refeição procure um restaurante para saborear as delícias gastronómicas, em que se destacam o peixe e o marisco cozinhados na cataplana, um utensílio de cobre típico do Algarve.

Jardim Manuel Bivar1

Praias raras e desertas

As praias de Faro não são conhecidas pela maioria das pessoas. São lindas, únicas e assumem particularidades muito interessantes. É possível visitar cada uma delas em visitas diárias ou pernoitar em alojamentos locais que permitem um contacto mais direto com a fauna, a flora, a gastronomia, os costumes, as atividades e as paisagens do lugar.

A praia de Faro situa-se na Península do Ancão – extensão de areal que se prolonga por vários quilómetros, separando o sistema lagunar do oceano Atlântico. Em pleno Parque Natural da Ria Formosa, esta zona caracteriza-se por um cordão dunar, formado por penínsulas e ilhas arenosas que protegem uma vasta área de sapal, canais e ilhotas. A diversidade da fauna e flora existentes é um dos aspetos notáveis. O acesso faz-se através de uma ponte, onde pode circular trânsito automóvel ou através de barco. As carreiras fluviais iniciam-se em Faro no cais da Porta Nova (Portas do Mar).

A praia da Deserta situa-se na ilha Deserta, à entrada da Barra Nova (Barra Faro-Olhão) e faz jus ao nome pelo facto de não ter construções e de ser pouco frequentada. O acesso faz-se por mar, a partir do cais da Porta Nova (Portas do Mar). Na travessia pode observar na maré vaza pequenos labirintos de areia, canais e bancos de sapal. Pelo caminho repare também nas diversas aves que por aqui se alimentam.

A praia da Barrinha, um tesouro em bruto, situa-se na extremidade nascente da Península do Ancão. É uma zona muito tranquila e normalmente deserta. Pode ser acedida a pé a partir da praia de Faro, através de um longo passadiço de madeira, ou de barco. Não tem edificações nem infraestruturas viárias.

A praia do Farol está situada na ilha da Culatra, concelho de Faro, e deve o seu nome ao facto de nela estar localizado o farol do cabo de St.ª Maria. O acesso faz-se apenas por barco. Existem ligações desde Olhão, durante todo o ano e desde Faro, a partir do cais da Porta Nova (Portas do Mar). Durante o transporte, de aproximadamente 40 min, pode apreciar-se a beleza da Ria Formosa bem como a fauna diversificada que habita nesta área protegida.

A praia da Culatra situa-se na ilha com o mesmo nome (concelho de Faro). Preservando ainda as suas raízes do povoado de pescadores, a Culatra  tem uma população aproximada de 750 habitantes. O acesso faz-se apenas por barco. Existem ligações desde Olhão, durante todo o ano, e desde Faro, a partir do cais da Porta Nova (Portas do Mar).

A Ria Formosa

Outra relíquia da capital do Algarve é a Ria Formosa, zona de sapal que se estende por Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António. Classificado como Parque Natural, este sistema lagunar possui uma vasta área de sapal, canais e ilhotas onde se podem observar diversas espécies de aves migratórias. No longo cordão de areia que separa a ria do mar encontram-se praias tranquilas como as ilhas de Faro, do Farol, da Culatra e Deserta.

Do cais da Porta Nova partem carreiras regulares e outros barcos que fazem passeios na ria. As características únicas da Ria Formosa permitem a prática de um conjunto de atividades náuticas tais como: kitesurf, canoagem, windsurf, remo, passeios de barco, observação de aves, entre muitas outras, proporcionando ao visitante momentos únicos de partilha com a natureza.

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