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Viagem à terra da felicidade Viagem à terra da felicidade

City Break

Viagem à terra da felicidade

Copenhaga encontrou o equilíbrio perfeito entre proteção do meio ambiente, desenvolvimento urbano, modernidade e qualidade de vida, sem renegar as suas origens. Motivos mais do que suficientes para realizar um city break.

Este outono, antes de o frio apertar, propomos uma visita a Copenhaga. É uma cidade que se deve visitar pelo menos uma vez na vida. Cultura, paisagem, história, tranquilidade são alguns dos motivos que justificam a viagem. Mas há muitos mais. Os dinamarqueses são as pessoas mais felizes do mundo, o país é um ótimo exemplo de modernidade e progressismo, e que ao mesmo tempo sabe preservar a sua identidade histórica e cultural. É ainda o país com o maior nível mundial de igualdade de riqueza e com a menor taxa de desigualdade social. Como acontece em todas as cidades escandinavas, não existem grandes áreas metropolitanas, com gigantes aglomerados populacionais. As cidades são de média dimensão, o que permite passear e conhecer rapidamente os pontos mais importantes da cidade. Copenhaga é assim. Um local que respira e honra a memória do passado, desde o legado viking até às obras do escritor de contos Hans Christian Andersen. O símbolo da cidade, a estátua de uma sereia, é em honra da sua obra A pequena sereia.


Dia 1

09h00 – 12h30

Pode fazer toda a visita à cidade a pé ou de bicicleta. Não se assuste, não se vai cansar muito. Tudo fica muito próximo. Comece a visita com uma pequena caminhada pelo jardim do rei, o Kongens Have. É o parque mais antigo da cidade. Data de 1606, ano em que o rei Christian IV o começou a utilizar como pomar, horta e jardim. É neste jardim que se encontra o castelo Rosenborg. Foi construído para ser a residência de verão do rei, tendo sido ampliado posteriormente. Neste castelo encontra objetos da família real, entre os quais se encontram as joias da coroa dinamarquesa. O interior do castelo está decorado, com tapeçarias, móveis, pratarias e obras de arte. No museu, encontra uma exposição com a História da Dinamarca nos últimos três séculos.

Visto o jardim e o castelo, pode continuar a passear por uma das principais artérias da cidade, a Gothersgade, rumo à Praça Nova do Rei ( Kongens Nytorv). A caminhada não demora mais de 10 a 15 minutos. Na praça pode ver alguns dos imponentes edifícios da cidade e uma vez finalizado o período de contemplação siga para Nyhavn, uma rua junto à praça e que é a imagem de marca da capital dinamarquesa. É um espaço com casas coloridas e um canal, com inúmeros bares e esplanadas dos dois lados do canal. É uma das zonas mais turísticas da cidade, pelo que não estranhe ver os preços de bebidas e comida mais caros. Pode sentar-se nas esplanadas e tapar-se com cobertores, se estiver muito frio, as temperaturas em outubro rondam os 12º de máxima e em novembro a temperatura desce mais um pouco para os 7º de máxima.

Siga uma das ruas do canal até chegar ao palácio Amalienborg (Amalienborg Slot), a residência oficial de inverno da família real dinamarquesa. O complexo é constituído por quatro palácios exteriores idênticos dispostos em volta de uma praça octogonal, cujo centro possui a estátua do rei Frederico V, o fundador de Amalienborg. Todos os dias, às 12h00 é feita a cerimónia da troca da guarda real no palácio. Os guardas saem às 11h30 das barracas do castelo Rosenborg e vão a pé até Amalienborg. Se a rainha estiver na residência, o render da guarda é feito com música, dando maior espetacularidade ao evento. Pode tirar fotografias e filmar a cerimónia mas, ao contrário do que acontece em cidades como Londres, onde é possível aproximar-se dos guardas, aqui, em Copenhaga, a Kongevagt não é tão permissiva ou simpática. Não estranhe se forem bruscos enquanto tenta tirar uma selfie a uma distância próxima dos guardas.

14h00 – 18h00

Uma das ruas da praça da residência oficial da família real encaminha de forma direta até à Igreja de Mármore. Projetada pelo arquiteto Nicolai Eigtved em 1740, a igreja foi erigida para celebrar os 300 anos da primeira coroação de um membro da Casa de Oldemburgo. Os 31 metros da cúpula da Igreja de Mármore tornam-na na maior cúpula de todas as igrejas da Escandinávia.

Saímos da igreja em direção à Cidadela ( Kastellet), uma fortificação em forma de estrela. Antes de chegar à ponte que dá entrada na fortificação, pode parar para visitar ou contemplar o Museu do Design. Mais uma vez, é um pequeno passeio que não rouba mais de 10 minutos. Em Kastellet localizam-se barracões militares, armazéns e a fábrica de pólvora, uma prisão que já não está em funcionamento e os portões do rei, duas pontes que dão acesso à Cidadela a norte e sul do forte. Para quem não pretende visitar o castelo, pode continuar na mesma direção e ver, ao longo deste grande complexo transformado em parque, a primeira igreja anglicana da Dinamarca, a Saint Alban’s Church, e um conjunto de jardins e parques como o ChurchillParken ou Langelinie Park e, claro está, a mais icónica de todas as imagens de Copenhaga, a estátua da Pequena Sereia. Como o próprio nome indica, a estátua é de pequena dimensão. É uma visita obrigatória, porque a vista com toda a envolvente é fantástica.

Transportes, horários e bilhetes

Quer Copenhaga quer Malmö possuem informação online muito bem estruturada para visitar a cidade. O que visitar, museus, bilhetes, restaurantes, transportes, dicas, onde sair. Encontra informação útil para esta viagem nos sites http://www.visitcopenhagen.com/copenhagen-tourist e em http://www.malmotown.com/en.


Dia 2

08h30 – 12h30

Comece o dia com uma visita à ilha de Slotsholmen, bem no coração da cidade. É aqui que se encontra um edifício impar, o palácio de Christiansborg ( Christiansborg Slot). O palácio em si é imponente, mas o seu verdadeiro fator diferenciador está relacionado com o facto de ser o único edifício do mundo que alberga ao mesmo tempo os poderes executivo, legislativo e judicial. Borgen é outro nome pelo qual também é conhecido pelos dinamarqueses o palácio de Christiansborg. É esse o título de uma conhecida série de televisão (2010) sobre a história da primeira-ministra do país. A personagem ficcionada está inspirada na ex-primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt. Se optar por fazer uma visita guiada ao palácio, conte com aproximadamente três horas.
O próximo ponto de paragem é o Museu Nacional ( Nationalmuseet), que fica praticamente a seguir à pequena ilha de Slotsholmen quando sai pela pequena ponte de pedra da parte de trás do Christiansborg Slot. Se quiser visitar este palácio, conte pelo menos com duas horas do seu tempo. Pode ver um importante acervo da cultura viking e mais de 9000 obras de arte que pertenceram aos monarcas dinamarqueses.

14h00 – 18h00

A cerca de um quarteirão encontra ainda o Museu Ny Carlsberg Glyptotek. É a coleção privada de arte de Carl Jacobsen, o filho do fundador da conhecida marca de cerveja que dá nome ao museu. Pode visitar o edifício que conta com um amplo leque de peças artísticas, desde esculturas e antiguidades gregas, romanas, etruscas, egípcias e do Médio Oriente, como arte moderna, com obras de Paul Gauguin, Edgar Degas, Jean-François Millet, Henri de Toulouse-Lautrec, Auguste Rodin, Alfred Sisley, Camille Pissarro, entre outros.

Ao lado deste museu fica o conhecido parque de atrações Tivoli, que foi inaugurado em agosto de 1843, mantendo até à data uma forma muito semelhante à original. Diz-se que o Tivoli foi o parque que inspirou Walt Disney a criar o conceito da Disneylândia. É um espaço para passear, entrar em algumas das atrações ou assistir a concertos. A entrada deste parque fica na avenida H.C. Andersens Blvd, uma das principais avenidas da cidade. Por perto, do outro lado da estrada, fica a praça do município ( Rådhuspladsen). Com o edifício da câmara municipal. Para quem gosta de compras, se for desde a Rådhuspladsen por uma das diversas ruas em direção à praça Caritasbrønden, encontra vários quarteirões repletos de lojas.

Dia 2 alternativo Malmö, Suécia

08h30 – 12h30

Como o aeroporto que serve Copenhaga também serve a terceira maior cidade sueca, Malmö, sugerimos uma alternativa para o seu segundo dia, fazer uma visita à cidade que fica do outro lado do estreito de Öresund, um dos três estreitos que separam a costa dinamarquesa da sueca no mar Báltico.

A forma mais rápida de ir é através do comboio. A estação de comboios Koebenhavn H fica por trás do Parque Tivoli, bem, no centro da cidade. A viagem para a estação central de Malmö demora 35 minutos. Há comboios a cada 15 minutos. Também pode ir de autocarro, partem e chegam ao mesmo local que os comboios, mas a duração da viagem é de uma hora. O lado positivo é que os bilhetes de autocarro são mais baratos.

Chegado a Malmö, uma pequena caminhada de cinco minutos deixa-o numa zona nova da cidade. A Malmö Live é uma área nova dedicada à cultura, inaugurada em maio de 2015. Conta com uma grande sala de espetáculos, centro de exposições e restaurantes. O seguinte destino é o castelo de Malmö. É o mais antigo castelo da época da Renascença em toda a região nórdica (Escandinávia mais Finlândia e Islândia). É um museu que pode visitar e que fica junto ao Slottsparken.

14h00 – 18h00

Apesar de a cidade ser pequena, deve tomar uma decisão para o que quer visitar à tarde. Pode escolher um roteiro com edifícios e zonas mais modernas, que fica mais a sul, ou ver monumentos mais antigos, na zona este da cidade e mais próximos da central de comboio que o levará até ao aeroporto de Copenhaga para regressar.

Por trás do castelo, numa das extremidades do Slottsparken, encontra-se a biblioteca municipal ( Stadsbiblioteket), um complexo de dois edifícios, um mais antigo datado de 1899 de tijolo e outro mais moderno, inaugurado em 1997. A uns quatro quarteirões de distância fica a Ópera de Malmö, construída em 1944. Muito perto, a uns cinco minutos de distância, encontra-se o museu Malmö Konsthall, um dos mais importantes centros de exposição de arte contemporânea, inaugurado em 1975. Se gosta de arquitetura, dê um salto até à central de comboio Triangeln. Finalizada em 2010, esta pérola da arquitetura ganhou em 2011 o prémio Kasper Salin. Outra obra emblemática é o Turning Torso. Este edifício residencial fica próximo do Malmö Live, noutra zona da cidade.

Se a opção é visitar a zona mais antiga da cidade, voltamos ao ponto de partida, o parque Slottsparken, e vamos em direção à casa Flensburgska huset, uma das mais antigas casas da cidade. Construída em 1596, este edifício de tijolos vermelhos e brancos foi recuperado em 1930, tendo atualmente lojas no piso inferior. Siga para Rådhuset, o edifício da Câmara Municipal de Malmö. É um edifico de 1530 que sofreu algumas alterações em 1860, tendo como influência a Renascença holandesa.

Ainda na praça municipal, a quatro prédios de distância, fica a farmácia Lejonet, que abriu portas em 1897, sendo nessa altura uma das maiores farmácias do mundo. Os medicamentos eram produzidos no mesmo edifício. Vale a pena entrar e dar uma vista olhos no seu interior. O último ponto de paragem é a Igreja de São Pedro ( Sankt Petri kyrka), construída em 1300. É uma estrutura gótica que pode ser visitada todos os dias. Daqui regresse à estação central para apanhar o comboio ou o autocarro para o aeroporto de Copenhaga.

Comer e beber

noma

Entre 2010 e 2015 foi considerado o melhor restaurante do mundo. Como pode depreender, este restaurante de duas estrelas Michelin não é barato. Precisa de marcar com bastante antecedência, cerca de dois meses. A degustação de pratos do chef Rene Redzepi vale a pena se for apreciador de uma muito boa refeição.
Strandgade 93, DK-1401 Copenhagen K, Copenhaga (00 4 532 963 297)
www.noma.dk

Geranium

Um restaurante com três estrelas Michelin e considerado um dos 30 melhores restaurantes do mundo em 2016. O chef Rasmus Kofoed é o responsável pelo sucesso deste restaurante que só confirma as reservas depois de um depósito de 750 coroas dinamarquesas por pessoa.
Per Henrik Lings Allé 4, 8. 2100, Copenhaga (00 4 569 960 020)
www.geranium.dk

Marv & Ben

A proposta é cozinha dinamarquesa moderna baseada em ingredientes locais e frescos da horta do restaurante que fica em Hanebjerggård, Nordsjælland. Não espere pratos muito elaborados e complexos, apenas pratos saborosos feitos com produtos da época. A ementa muda de acordo com os produtos sazonais disponíveis.
Snaregade 4, 1205 København K, Copenhaga (00 4 533 910 191)
www.cargocollective.com/marvogben

Restaurant Julian

Fica no Museu Nacional e oferece uma grande variedade de pratos dinamarqueses e internacionais inspirados nas exposições e atividades que estão em curso no museu. A comida é quase toda ela orgânica e só utiliza produtos cultivados localmente.
Ny Vestergade 10, 1471 København K, Copenhaga (00 4 533 930 760)
www.restaurantjulian.com

Cofoco

É uma rede de restaurantes, que surgiu em 2004 com o objetivo de criar boa comida a bons preços para quem habita a cidade. O nome é o acrónimo de (Copenhagen Food Consulting) É uma espécie de bistro nórdico com ostraria.
Abel Cathrines Gade 7, 1654 København V, Copenhaga (00 4 533 136 060)
www.cofoco.dk

Tony’s

É um restaurante italiano ao estilo nova-iorquino. Aqui pode comer linguine, risotto, gnocchi, panna cotta e tiramisù. Fica muito próximo do porto velho de Nyhavn.
Havnegade 47, 1058 København K, Copenhaga (00 4 533 133 307)
www.madklubben.dk/tonys/

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