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City break

Todos os caminhos vão dar a Roma...

A capital italiana é história e ao mesmo tempo está cheia de vida. “Em Roma sê romano” ganha sentido quando se vive la dolce vita que a cidade oferece em todas as ruas e esquinas, praças e fontes, monumentos e esplanadas… sempre com o espírito Carpe Diem!



Na “cidade eterna” impera a ordem daquela que foi o berço da civilização europeia e, ao mesmo tempo, o caos das vespas que se atravessam nas ruas. Esta cidade, nas margens do rio Tibre, é especialmente encantadora e sedutora pelos contrastes que a definem.

Na verdade, a Roma milenar consegue ser um palco aristocrático e monumental e, ao mesmo tempo, popular e boémio, fazendo jus ao epíteto de Fellini, que a reconheceu como a “cidade aberta”. O realizador, que eternizou a Fontana de Trevi numa cena da sua obra-prima La Dolce Vita sabia bem que, mais do que atirar uma moeda de costas para a fonte para garantir o regresso à cidade, vale a pena mergulhar nela.

Cidade das mais labirínticas ruas e becos, é bom descobrir como estes desembocam, como que por magia, em praças, mercados, fontes, monumentos históricos, restaurantes e esplanadas da cidade. Há muito para fazer no dolce fare niente sedutor e viciante de Roma, seja descobrir os seus tesouros arquitetónicos, revisitar a sua história nos vários monumentos, saborear um delicioso gelato enquanto se percorrem os mercados ao ar livre, fazer compras no Campo di Fiori ou na Via Veneto, degustar uma massa fresca num dos muitos restaurantes que salpicam as praças, ou provar o melhor cappuccino do mundo.

Mas mais do que saltitar de atração em atração, importa deixar-se envolver, aprofundar a cidade para assim lhe sentir a essência. Roma é bela e pulsa num ritmo que convida a apreciar a vida e os seus deleites como os que nela habitam… sem correrias e tão só aproveitando a vida. E se é verdade que não se conhece Roma num dia, também o é que pode viver-se um dia em Roma como se não houvesse amanhã. E quem chega para um fim de semana e atira uma moeda à fonte sabe que vai regressar a Roma, muitas e outras vezes.

Sabia que...

Roma foi o destino vencedor do Travellers’ Choice™ 2013 do Trip Advisor







A não perder

1. Piazza Navona

Em forma de arena, esta é a maior praça pública de Roma, iluminada durante a noite, e contrasta pela sua arquitetura barroca. A praça foi um local de jogos, torneios e procissões entre os séculos XVII e XIX, era inundada para que os barcos dos príncipes pudessem desfilar sob um fundo de fogo de artifício. Aqui encontram-se três fontes: a Fontana del Moro, Fontana di Nettuno e, no centro da praça, a linda Fontana dei Fiumi. Quatro estátuas alegóricas descrevem o Nilo, o Ganges, o Danúbio e o Rio de la Plata, simbolizando os quatro cantos do mundo. Tradicionalmente, entre o início de dezembro e a Epifania [dia de Reis, no início de janeiro], a praça é ocupada por uma feira que vende brinquedos e doces, e é um local fantástico para se relaxar numa esplanada enquanto se aprecia o ambiente.

2. Piazza di Spagna

Um ponto de encontro para os romanos e para quem está de visita a Roma. A Piazza di Spagna é famosa pela sua escadaria, criada por Francesco De Sanctis entre 1723 e 1725, e pela sua fonte, conhecida como La Barcaccia, em forma de barco, desenhada em 1629 por Pietro Bernini e pelo filho Gian Lorenzo. A casa onde viveu e morreu o poeta inglês John Keats fica ao lado desta escadaria que sobe em três majestosas fileiras, a partir da movimentada Piazza di Spagna, até a igreja francesa Trinità dei Monti (atual sede da Academia de França em Roma), um excelente lugar para se assistir ao pôr do sol, com vista sobre as sete colinas de Roma. A escadaria deve o seu nome à embaixada da Espanha, que, durante o século XIX, ocupou um palácio nas proximidades.

3. Coliseu

Um dos principais marcos de Roma e símbolo do Império, o Coliseu - construído em 72 d.C. por Vespasiano e inaugurada em 80 d.C. pelo seu filho, Tito - deve o seu nome à colossal estátua de bronze com mais de 35 metros de altura, representando o Imperador Nero que se encontrava ali. Outrora teve capacidade para 50 mil pessoas, e foi arena de combates, entre homens, entre animais, entre homens e animais e até entre embarcações, pois a arena podia ser inundada. Apesar de estar praticamente em ruínas, o Coliseu mantém ainda colunas imponentes e é possível visitar-se as passagens subterrâneas e os locais onde os animais ficavam presos à espera de entrar em campo.


4. Fontana de Trevi

Depois de percorrer ruas estreitas, chegar a esta fonte durante a noite é maravilhoso. Este é mesmo um ponto de paragem obrigatório, um lugar belo que salpica simplicidade e aproxima quem por lá passa e atira umas moedas na esperança de realizar os desejos, no qual, certamente, se incluirá um regresso a Roma. Projetada por Niccolò Salvi e concluída em 1762, a fonte barroca apresenta Neptuno de pé numa carruagem puxada por corcéis. Aqui na Fontana de Trevi está situado o reservatório de água da cidade desde a antiguidade.

5. Fórum

O Fórum Romano foi em tempos o centro político, comercial e religioso da cidade. E, apesar de estar em ruínas, continua a ser um marco de Roma. Foram adicionados ao Fórum original os Fóruns Imperiais: Foro di Cesare, Foro di Augusto, Foro di Nerva, Foro di Vespasiano e o impressionante Foro di Traiano, do qual ainda se pode admirar a enorme Coluna dos Mercados. Júlio César mandou construir o Fórum Imperial como uma afirmação do poder dos imperadores, e já foi a sede da Bolsa de Valores de Roma. Também é possível visitar o Fórum de Augusto, erigido para comemorar a derrota dos assassinos de César, a famosa Coluna de Trajano.

6. Panteão

Construído no intuito de ser o Templo de Todos os Deuses, foi erguido em 27 a.C. por Marcos Agripa e reconstruído por Adriano no início do século II d.C. Trata-se da estrutura mais completa remanescente do Império Romano. O Panteão tem uma construção imponente, com um enorme corpo cilíndrico, de igual altura e largura, e uma enorme cobertura hemisférica. Aqui jaz o túmulo do pintor Rafael, bem como os dos soberanos da época da Itália monárquica. Frente ao Panteão encontra-se a Piazza della Rotonda, com a sua bela fonte desenhada por Giacomo della Porta.


7. Piazza del Campidoglio

A estátua da loba que amamenta Rómulo e Remo encontra-se aqui nesta piazza, assim como a estátua do Imperador Marco Aurélio montado a cavalo. Projetada por Miguel Ângelo na década de 1550, é uma das praças mais elegantes de Roma, abrigando o museu que inclui esculturas da Roma antiga e pinturas renascentistas, entre as quais várias obras de Tintoretto e Guido Reni.

8. Città del Vaticano

Quando se chega à Piazza San Pietro, é impressionante a imponência da Basílica, rodeada pelas colunas de Gian Lorenzo Bernini. E quando se sobe as escadas de acesso à Basílica vê-se a real dimensão da maior igreja do mundo, símbolo do cristianismo, que ocupa uma área de 22 mil metros quadrados. O edifício tem 136 metros de altura e a cúpula, desenhada por Miguel Ângelo, tem 42 metros de diâmetro. É possível chegar ao topo da Basílica subindo 330 degraus e, de lá, a vista da piazza e da cidade é fabulosa. A Basílica alberga obras de arte como a Pietà de Miguel Ângelo, o túmulo de Clemente XIII, de Canova, e os mosaicos de Navicella feitos por Giotto. O Circo de Nero, onde São Pedro foi crucificado, ali está. Na verdade, os museus do Vaticano abrigam uma das maiores coleções de arte do mundo, com peças que datam da Antiguidade à Renascença, incluindo as stanze de Rafael (várias salas contendo muitas das obras­-primas do artista), distribuídas por um labirinto de palácios e galerias. A maior joia é mesmo a famosa Capela Sistina, cujo teto foi pintado entre 1508 e 1512 por Miguel Ângelo.


9. Galleria Borghese

Criada pelo cardeal Scipione Borghese no século XVIII, a coleção desta galeria inclui obras famosas, como O Amor Sagrado e o Amor Profano, de Ticiano; A Deposição, de Rafael; Apolo e Dafne, de Bernini; David com a Cabeça de Golias, de Caravaggio, entre muitas outras. A galeria fica na Piazzale Scipione Borghese.

10. Palatino

Reza a lenda que foi neste lugar que teve origem a grande cidade de Roma. E é uma das sete colinas de Roma onde moraram aristocratas e imperadores. Entre o Fórum Romano e o Circus Maximus, os palácios dos Césares eram no Palatino.

11. Piazza Venezia

Praça onde está o monumento Vittoriano – dedicado ao Rei Vittorio Emanuele II –, que abriga também o corpo de um soldado anónimo da Primeira Guerra Mundial, simbolizando todos os soldados que morreram neste conflito.


12. Trastevere

Tevere é o nome italiano do rio Tibre, que atravessa Roma, e Trastevere é a zona que fica do outro lado do rio. É um bairro boémio de ruas estreitas e becos, povoados pelos bares e restaurantes mais procurados pelos romanos.

13. Arco de Constantino

Localizado entre o Coliseu e o Palatino, a visita é rápida mas vale a pena. Este arco foi erguido para celebrar a vitória de Constantino sobre Magêncio na batalha da Ponte Mílvio, em 312 d.C.

14. Termas de Caracalla

Roma não é só monumentos imperiais. Estas termas tinham capacidade para mais de 1.500 pessoas e conta-se que foram construídas pelo imperador Caracalla no intuito de agradar e distrair o povo.



Fotogaleria

Arco Triunfal de Septimus Severus, no Fórum. Construído em mármore branco, data de 203 d.C. e celebra a vitória final deste imperador romano sobre os partos. Circus Maximus. Foi inicialmente utilizado pelos reis etruscos de Roma. Por volta de 50 a.C., Júlio César expandiu a pista, permitindo que 250 mil espectadores pudessem assistir aos jogos. Cemitério de São Calisto. Uma das antigas catacumbas da Via Appia Antica, engloba a Cripta dos Papas, que contém o túmulo de diversos Papas dos séculos II ao IV. Jardins do Palatino. Na colina onde se situavam os palácios mais antigos e imponentes de Roma, ficam alguns dos mais bonitos jardins de Roma. A justificar um passeio. Termas de Caracala. Mandadas construir no séc. III pelo imperador que lhe dá o nome, são um exemplo bem conservado dos grandes complexos termais da cidade. Basílica de São Paulo Extramuros. É uma das 4 basílicas patriarcais da cidade. Foi construída no local onde supostamente terá sido sepultado São Paulo, no exterior da Muralha Aureliana, daí o seu nome. Santa Maria Maggiore, também conhecida como Basílica de Nª Sª das Neves ou Basílica Liberiana, é uma das 4 basílicas patriarcais de Roma. Foi construída entre 432 e 440, durante o pontificado do Papa Sisto III. Fontana di Trevi. É a maior fonte barroca da cidade, com cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura. A fonte original situava-se no cruzamento de três estradas, marcando o ponto final do Acqua Vergine. Villa Borghese. Localizada na colina Pinciana, está rodeada de deslumbrantes jardins por onde se espalham as outras villas da família. Acolhe ainda a galeria de arte da família Borghese. Capela Sistina. Situada no Palácio Apostólico, ao lado da Igreja de São Pedro, é famosa pelos frescos que a decoram, pintada pelos maiores artistas da Renascença, como Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli. Piazza del Campidoglio. É um das praças mais encantadoras da cidade. Foi projetada no séc. XVI por Michelangelo e é um dos monumentos mais emblemáticos do Capitólio, uma das sete colinas de Roma. Piazza di Spagna. A Praça de Espanha com a Fontana Barccacia e a escadaria monumental da Igreja de Trinità dei Monti, é um dos ex-libris de Roma.
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